16 de novembro de 2010

Eleições 2010 e o Twitter

Dia 6 de julho foram abertas oficialmente as campanhas eleitorais dos candidatos que ocupariam cargos de Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores, Governadores e Presidente. As campanhas tradicionais, como carreatas, comícios, distribuição de santinhos e propaganda na televisão continuaram invictas. A grande surpresa ficou por conta das disseminações de ideologias pelas redes sociais, de comunidades no Orkut a páginas pessoais dos candidatos no Twitter.
Comparando os principais candidatos ao cargo mais importante do país, tínhamos José Serra do PSDB, Dilma Roussef do PT e Marina Silva do PV. Todos os três tem contas no Twitter e publicaram diariamente suas propostas e opiniões sobre os mais diversificados assuntos. O “twitteiro” mais seguido entre eles é José Serra, com quase 546 mil seguidores.  Em seguida vem Marina Silva com 331,2 mil (entre eles eu) e por último, Dilma Roussef com 285 mil.
Ao comparar esses dados concluí que, Serra seria eleito no primeiro turno. Certo? Errado. Nem só de Twitter viveram a eleições. Mas de Twitter nasceu e cresceu a campanha de Marina. A chamada Onda Verde, que deu a uma candidata derivada do Acre, e pouco conhecida mais de 20 milhões de votos. Vindos em sua maioria de jovens eleitores e artistas, cansados da mesmice. São as redes sociais provocando mobilização e tentando mudar o futuro do país.
Considerando que 80% da população brasileira têm acesso a alguma rede social, seria mais simples usar essas mídias para propagação de campanhas eleitorais, e assim converter seguidores em votos. Mas considerando que aproximadamente 98% da população têm acesso a TV no Brasil, as redes sociais ficaram em segundo plano. Nem todo mundo tem paciência de acompanhar político até na internet. A rede mundial de computadores faz muito menos maria-vai-com-as-outras do que a TV, porque nessa última temos como verdade o que passa na tela, contrária da internet, em que cada pessoa é livre para buscar sua verdade.
A candidata Marina Silva usou a internet a seu favor durante a campanha. Virou pop e provou aos mais retrógrados que os jovens têm consciência de militantes políticos, se não temos, estamos à procura. Não estou querendo dizer que alguma mídia social vá decidir as eleições. O Brasil é muito maior do que o número de usuários do Twitter, e suas fronteiras ultrapassam os 140 caracteres do micro blog.  Estou apenas mostrando que, essa será uma ferramenta indispensável nas futuras eleições, quando talvez, mais pessoas terão acesso à internet.
E a história todos nós já sabemos, veio o segundo turno. Dilma Roussef atacou o candidato tucano. José Serra alfinetou de volta. E nesse vai-e-vem de boas intenções a primeira mulher presidente do Brasil foi eleita. Dilma atingiu 56% dos votos e colocou os tucanos pra voar, pra bem longe. Eu como usuária fidelíssima do Twitter não notei nenhuma onda vermelha, nem azul. O Dia das Bruxas teve repercussão maior do que a campanha Dia 31 vote 13.  As mídias sociais, em especial o Twitter não são a grande estratégia de marketing das campanhas políticas. O bom e velho boca a boca dos comícios ainda convence muito mais. Ou quem sabe, o presidente Lula, dar a cara à tapa pela sua candidata em propaganda eleitoral na televisão seja a forma mais convincente de se eleger um candidato no Brasil. Para nós “twitteiros” de todo país, indignados ou não, enviamos um “tweet” parabenizando Dilma.


Artigo escrito a pedido do Prof. Lausamar para a matéria Redação Jornalística. Relevem os erros pois não foi corrigido ainda :)

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