A casca nunca foi mais importante pra ninguém, em lugar algum do mundo. O que se vê é apenas uma miragem da personalidade criada pelos nossos olhos. Muito do que vemos não existe, são invenções de mentes brilhantes no auge da criatividade.
Exemplo banal de que cascas são apenas cascas está no consumo de alimentos. A casca de alguns alimentos serve apenas para classificá-los em: bons ou ruins. Nessa parte eu paro, penso e não entendo. É justo escolher pela aparência?
No caso dos alimentos sim. Não só os naturais, mas também os industrializados. Dos ovos, usa-se clara e gema. De botões, queremos as rosas. Nos artificiais, o que nos leva a consumi-los é a persuasão que eles possuem de nos ‘comprar’.
Já no caso das pessoas, é tirania as selecionar pelo que está revestindo-as. A primeira impressão nem sempre é a que fica e o que vemos nem sempre é a verdade. Os olhos mentem sobre o que vemos. E até a razão engana.
Vemos o que queremos ver o que serve de colírio e inspiração, agrada e faz sentir-nos bem. Forramos as coisas e até mesmo fatos com nossas predileções e blindamos nosso coração do que é triste, repulsivo, desinteressante. Seguindo um critério de avaliação pré-determinado pela sociedade.
Se o invólucro é mais importante por que motivo nós buscamos ser pessoas melhores para com o mundo ao invés de almejar uma casca mais bonita a cada dia que passa. Entramos em contradição.
Para mim, a casca é um atrativo para fisgar novas oportunidades, sejam elas quais forem. Não é uma forma de aparecer mais do que o outro, de tentar ser melhor, de mostrar-se mais culto, rico, interessante. É retratar por fora o que está dentro de nós.
E pra você? O que importa mais, TER ou SER?
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